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23.09.2019

Aparelhos auditivos: a nova geração

Como a tecnologia está aperfeiçoando os dispositivos para superar a perda de audição. Há modelos hiperconectados, minimalistas, ultrarresistentes…

Os dispositivos modernos

É aí que entra a nova geração de aparelhos auditivos. Falamos de apetrechos que, de tão pequenos, praticamente somem na mão do usuário. De versões com baterias duradouras. De modelos que se conectam à internet e a outras plataformas.

O futuro já começou nesse mercado que, só nos Estados Unidos, tende a crescer 5% ao ano até 2020 – algo que deve ecoar no Brasil. “O tamanho do aparelho ainda é o maior atrativo para quem sofre de perda auditiva. Quanto menor, melhor para o paciente”, observa a fonoaudióloga Thelma Costa.

Por aqui, um dos principais destaques na seara de lançamentos é o aparelho Opn, da Telex Soluções Auditivas, o primeiro conectado à internet. Com tecnologia de última geração, ele dá ao usuário a possibilidade de se ligar, via internet ou bluetooth, a celulares, tablets e computadores. Não bastasse, ainda permite ao dono decidir o som que mais lhe interessa captar no ambiente e ajustar o volume do ruído ao seu redor. “O resultado é uma audição muito próxima ao normal”, garante a fonoaudióloga Isabela Carvalho, especialista em audiologia da Telex.

Na trilha das inovações, a companhia Phonak acaba de lançar o Audéo B-R, que inaugura a classe de aparelhos recarregáveis no planeta. Com apenas três horas de carga, proporciona uma autonomia de 24 horas de audição.

O segredo está nas baterias de íons de lítio, semelhantes às usadas em celulares. “O fato de o indivíduo não precisar manusear baterias microscópicas encoraja muitos deles, principalmente os mais idosos, a aderir ao uso”, avalia a fonoaudióloga Talita Donini, gerente de produtos da Phonak.

Há ainda modelos que permitem fazer mergulhos de até 1 metro de profundidade durante 30 minutos. E detalhe: ouvindo música durante o nado.

De fato, por mais arrojados que sejam os novos modelos, a relutância em usá-los ainda é grande. Para muitos, aparelho auditivo é sinônimo de velhice ou, pior, surdez. E nem adianta argumentar que pessoas usam óculos de grau e, nem por isso, são chamadas de cegas. Puro preconceito ou falta de informação, né?

“Essa rejeição costuma ser natural no início”, diz a fonoaudióloga Kátia de Freitas Alvarenga, da Universidade de São Paulo (USP). “Depois que você explica que o aparelho vai ajudá-los a recuperar a habilidade de ouvir e interagir, tendem a perder o preconceito”, explica.

Em nome da discrição, porém, empresas já vêm bolando aparelhinhos totalmente internos – ao contrário das versões tradicionais, esses dependem de um procedimento para a instalação. No Brasil, 35 pacientes, com graus de deficiência de leve a severa, já se submeteram à técnica que consiste em implantar um dispositivo de 3,5 milímetros de espessura dentro do ouvido.

“A exemplo dos modelos convencionais, ele amplifica o som que chega ao ouvido. Só que fica debaixo da pele e ninguém vê”, descreve o otorrino Iulo Baraúna, que realizou a primeira cirurgia com o sistema da Cochlear no país.

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